Rede de descanso Denaná

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

História da Rede - Cap. 1

No capítulo 1, de Rede de Dormir, Luís da Câmara Cascudo discorre sobre os primeiros registros relacionados ao objeto à época do descobrimento do Brasil e como ela era usada nas diferentes regiões no país durante o período colonial e imperial. Segue trechos do livro:
"Quem primeiro denominou a hamaca sul-americana de rede foi Pero Vaz de Caminha e temos a data exata da denominação: segunda-feira, 27 de abril de 1500. É o padrinho da rede de dormir". (...) "É o primeiro registro em língua portuguesa: `uma rede atada pelos cabos, alta, em que dormiam`. Batizou-a pela semelhança das malhas com a rede de pescar".
"Não perguntara aos donos da casa que nome havia. Impôs-lhe alcunha portuguesa", diz Cascudo, explicando que entre os índios o objeto era designado "maca". "(...) o habitante das florestas tropicais sul-americanas quem inventou a maca (rede), que também em francês e inglês ainda hoje é designada com a palavra nu-aruaque amáka". Trecho extraído de Karl Von Den Steinen, em "Entre os Aborígenes do Brasil Central", citado por Cascudo.
Principal utensílio
"As redes de tecido compacto foram técnica das mulheres portuguesas. A vinda dos teares aperfeiçoou a rede, ampliando-a, enfeitando-a, dando-lhe as franjas, varandas, tornando-a mais macia, confortável, ornamental". Câmara Cascudo cita Jorge Marcgrav que viveu de 1638 a 1644 no Nordeste brasileiro: "Os utensílios caseiros dos brasileiros são muito poucos, de maneira que, quando mudam de domicílios ou saem peregrinando, a mulher tudo leva consigo, carregada como uma mula, sempre acompanhando o marido. O principal utensílio é a rede, que eles mesmos chamam Ini, os lusitanos, Rede, os belgas Hangemach; vulgarmente Hamaca, na qual dormem, presas às traves numa e noutra extremidade, com auxílio dela.
Liteiras de rede
A versatilidade da rede ("servia de cadeira, escabelo, mocho para o descanso") desemboca em sua adaptação em liteiras. "As liteiras, que a dominação romana havia divulgado por toda parte, sugeriram aos portugueses e espanhóis quinhentistas adaptar a rede à função de veículo transportador. Suspensa por forte vara apoiada nas extremidades aos ombros de escravos, a rede ficou sendo um dos transportes mais cômodos e deleitosos".
Da rede à cama
Onipresente em todo o Brasil colonial, a rede encontra destino diferente, entrando em declínio, no Brasil imperial. Veja o que diz o autor: "Com o enfraquecimento do artesanato doméstico as redes diminuíram, enquanto a facilidade do fabrico de leitos e de camas-de-vento crescia com o aumento de carpinteiros atraídos pelo desenvolvimento das vilas que gravitavam ao derredor das cidades grandes, Rio de Janeiro e São Paulo. A influência das modas de França, depois de 1830, vulgarizava os leitos e era de fácil o reproche de ainda manter-se uma tradição indígena, uso de 'bárbaros' em pleno regime de 'civilização'. A rede especialmente no Sul do País, sofreu longa, diária e teimosa campanha de descrédito como elemento desmoralizador dos foros progressistas do Império. Sempre esperamos valorização do 'nacional' pela opinião estrangeira do alienígena. Se houver concordância é que estamos certos. No contrário, é tempo de 'corrigirmos' a usança, evitando o atraso, a retrogradação, a barbárie. Os nossos são padrões da 'gente de fora', embaixadores das terras sábias e dos povos cultos".
Segundo Cascudo, em torno de 1850 a rede estava em derrocada e havia acanhamento em usá-la. Ele arremata com Simão Machado: "o brasileiro é digníssimo filho do português na desconfiança dos seus próprios méritos e embevecimento pelos alheios".
Assim Cascudo relata o efeito colonizador sobre os costumes nativos em detrimento do que era "ditado pela voga europeia, pela moda, pela irresistível força sedutora da imitação".
No próximo post seguiremos com o capítulo 2 do livro Rede de Dormir. Para ver todos os posts desta série clique em Marcadores/História da Rede.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A História da Rede



Há alguns anos adquirimos em um sebo de Fortaleza o conhecido livro Rede de Dormir, do potiguar Luís da Câmara Cascudo. A obra é até hoje a mais completa e importante referência quando o assunto de interesse e pesquisa é a rede. A partir deste post começaremos a compartilhar com todos que nos acompanham os trechos mais relevantes e curiosos do livro, extraídos capítulo por capítulo. O livro que temos em mão trata-se da primeira edição, com data de 1959. Uma raridade que pode ser ainda encontrada à venda em sebos pela internet valendo em média R$ 45,00. Há também uma edição mais recente, de 2003, pela Global Editora, disponível em sites de livros custando em média R$ 32,00 reais.
A ideia do livro
No prefácio, Câmara Cascudo explica como foi instigado a escrever sobre assunto tão fora do alvo de estudiosos. Logo de início ele reproduz discurso de Cícero, jurista do Império Romano (De Nat. Deorum II), séculos atrás: "Familiarizados com os objetos vistos todos os dias não os admiramos mais e nem sonhamos pesquisar-lhes as origens".
Com pensamento semelhante, Cascudo cita o professor Bruno Schier: "... mestre de Etnografia em Viena d'Áustria, pergunta , no clássico `Construção da Civilização Popular Alemã`, se não é tempo de valorizarmos os elementos humildes e de uso cotidiano como indicadores da ciência etnográfica..."
Daí Cascudo percebe a importância de "valorizar, estudar, pesquisar as coisas que vemos, usamos, construímos, conhecemos e nunca pensamos dignas de nossa atenção e cuidado cultural". E conclui: "Por isso tentei esta viagem ao redor da rede de dormir".
A partir de hoje convidamos todos a pegar carona nessa viagem cultural.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Feijoada no Parque




Segunda-feira passada, 1 de agosto, postamos que delícia é poder curtir o verde do Parque Villa-Lobos em São Paulo. Hoje voltamos a exibir imagens do Passeio Público, uma das mais belas áreas verdes da cidade de Fortaleza, localizado no centro da cidade, e também já comentado aqui no blog. http://redesdenana.blogspot.com/2010/08/o-parque-espera-por-voce.html O dia mais concorrido é sábado para a feijoada no quiosque Café Passeio. Além do tentador cardápio, há ainda show ao vivo de música (com altura do som controlada para valer o bate-papo com os amigos), a bela vista para o mar e o frescor da sombra das centenárias árvores. Uma dica de lazer imperdível para moradores e visitantes de Fortaleza.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Denaná sem Frete


Lembramos da promoção Dia dos Pais da loja Denaná rede de descanso. Até 7 de agosto, domingo, compras a partir de R$ 100,00 tem frétis grátis para todo o Brasil. www.denana.com.br/loja

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pinacoteca de SP




Ele é cearense da cidade de Crato e desde 1980 vive na capital Fortaleza depois de boa parte da vida rodar o mundo em aprendizados, aperfeiçoamentos e divulgação de sua obra. Desde junho passado Sérvulo Esmeraldo, 82 anos, chegou novamente a capital paulistana aportando seu trabalho em um dos principais museus do Brasil, a Pinacoteca do Estado de São Paulo. São 117 trabalhos entre pinturas, esculturas, desenhos e objetos, fazendo um passeio do início da produção do artista aos anos 2000 com as esculturas geométricas, uma marca reconhecida do artista.

Nas fotos apresentamos um pouco da exposição que permanece aberta a visitação até 14 de agosto próximo. Indispensável para quem está em São Paulo. E uma oportunidade de conferir as esculturas geométricas com equilíbrios que surpreendem nossa razão.
Pinacoteca de São Paulo: Praça da Luz; (11) 3324.1000;
http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Parque Villa-Lobos




Mora em São Paulo ou visita a cidade? Não dá para deixar de curtir o Parque Villa-Lobos, localizado no bairro de Alto dos Pinheiros, na região Oeste da Capital. É diversão, lazer e descanso ao ar livre, tudo no mesmo lugar. Dá para caminhar, fazer ginástica em aparelhos, andar de bicicleta, realizar piqueniques, jogar tênis e futebol e até descansar de pernas para o ar no redário. Bem concorrido, é verdade, mas tendo sorte você consegue deitar pelo tempo desejado em uma das quatro redes de descanso de náilon disponibilizadas pelo parque. Bicicletas também podem ser alugadas por hora. Vá e junte-se aos cerca de cinco mil pessoas que visitam o parque todo dia. Nos finais de semana e feriados o número sobe para os 20 mil e 30 mil visitantes, respectivamente.

Mais sobre o Parque
O Parque Villa-Lobos abrange uma área de 732 mil metros quadrados. Conhecendo hoje é difícil imaginar que até 1989 o local não existia como área verde. Era ocupado por famílias carentes, havia depósito de lixo e entulhos. No projeto inicial de arborização, entre 2004 e 2008, foram plantadas 12 mil mudas. Entre 2009 e 2010 foi concluído o plantio de mais de 8 mil árvores nativas. E atualmente mais 8.400 mil mudas estão sendo plantadas, finalizando o projeto paisagístico do parque que somará 37 mil árvores ao todo.
Funciona todos os dias das 6h às 18h. Entrada pela av. Professor Fonseca Rodrigues, 2.001

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dia dos Pais Imperdível

Para a comemoração do Dia dos Pais a Denaná ajuda na escolha do presente. Compras a partir de R$ 100,00 ganham o frete grátis para todo o Brasil. Imperdível, mas vale só até 7 de agosto. Acesse www.denana.com.br/loja